quarta-feira, 2 de agosto de 2017
As
mudanças no mundo podem ser bastante perigosas, não nos iludamos.
Por
trás de boas intenções, reza o ditado, existe um inferno cheio delas.
Para cada mudança empreendida, há uma consequência pela qual não podemos
medi-la. Foi assim que Jean Jacques Rousseau, Karl Marx, Ludwig
Feuerbach, Karl Korsch, György Lukács, Mosens Hess, Bertrand Russell,
Antonio Gramsci, Herbert Marcuse, Saul Alinsky, Slavoj Zižek e tantos
outros apedeutas começaram a desenvolver teorias sem pé nem cabeça,
achando que eles seriam a verdadeira revolução, onde não mais haveria
nem pobres nem ricos, nem bem nem mal, nem oprimidos nem opressores e
nem céus nem inferno.
No
entanto, o que aconteceu? Uma palhaçada em tons de vermelho
sanguinário; por causa daqueles que deixaram o totalitarismo vencer,
nasceram gulags, câmaras de gás e colossais campos de concentração, à
semelhança do circus maximus de Roma. Em nome de uma utopia paradisíaca,
legou-se um triste saldo de mais de 100 milhões de almas que não
queriam ver sua liberdade tolhida pelos próceres ditatoriais.
Pelo
fato de praticarem um erro que originou-se de um outro erro, perceberam
que não era somente a economia o que movia a vida de uma nação. Eles
queriam mais: buscar a cultura como um meio de subjugar a espécie humana
e gerar uma hegemonia tal que ninguém poderia mais ousar contestá-la.
Era esse o desejo sonhado pela new world left.
Enquanto
não percebermos que a raiz do problema é, ao mesmo tempo, endógena e
exógena, dificilmente nos inspiraremos no magno exemplo de Cristo e seus
verdadeiros discípulos. Não fossem as virtudes de São Tomás de Aquino,
Santo Agostinho, Garrigou-Lagrange, Viktor Frankl, Ludwig von Mises,
Winston Churchill, Margaret Thatcher, Hannah Arendt, Fiódor Dostoiévski,
Machado de Assis, Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção, Plínio
Corrêa de Oliveira e Roberto Campos, certamente estaríamos em um buraco
maior que o que pretenderam cavar nestas últimas décadas, tanto no
Brasil como no mundo.
Felizmente,
vemos um esforço extraordinário do cidadão brasileiro em buscar a
verdade e em propor ideias para restaurar a sociedade, sem deixar-se
levar pelo discurso furado de "mundo melhor" e "mais democracia".
Estamos começando a ver que nosso real problema não está em escolher A, B
ou C, mas em tomar como legítimos representantes pessoas que não
coadunam com nossos princípios e tradições.
A
quem estamos confiando nossos rumos? Seria a mudança o verdadeiro
caminho para uma nação justa, como apregoam? Ou o conceito de mudar
corroeu-se a ponto de comprarmos falsos Messias?
Responda por você. Afinal, aqui se faz, aqui se paga. E ninguém poderá fazer nada por você a
não ser você mesmo.
Dizia
Gandhi, com razão: seja você mesmo a mudança que queres para o mundo,
pois só haverá vida quando fores mudar de dentro para fora. Não é uma
mudança qualquer. É conversão da mais baixa para a mais alta das almas.
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